Uma carteira ativa de edifícios, condomínios e reformas de alto padrão em Belo Horizonte e região, conduzida com controle técnico e financeiro obra a obra. Este panorama lê o que o sistema de gestão registra — onde está a margem, onde ela vaza e o que há no funil.
Frentes em andamento, de residencial de alto padrão a comercial e institucional.
Obras finalizadas no ciclo, base de reputação e recorrência.
Base de clientes ativa alimentando novas oportunidades.
Rede de mão de obra e materiais mapeada no sistema.
Metade da carteira roda entre 15% e 30% de margem. A média geral de 8,1% não é falta de obra boa — é concentração de perda em poucas frentes, como as próximas telas mostram.
| Obra | Receita | Saldo | Margem | Status |
|---|---|---|---|---|
| Ed. Cond. Pablo Neruda | R$ 337,6k | +81,1k | 24,0% | Saudável |
| Caio Mário Brant | R$ 190,0k | −54,3k | −28,6% | Vermelho |
| Alvinópolis | R$ 182,4k | +28,3k | 15,5% | Saudável |
| Bar Lúnico · Casa Raja | R$ 148,0k | +22,8k | 15,4% | Saudável |
| Marcia Ramos | R$ 125,6k | +2,7k | 2,1% | No fio |
| The One | R$ 111,5k | +12,4k | 11,1% | Saudável |
| Vila Pasani | R$ 51,5k | +15,7k | 30,5% | Ótima |
| Canopus | R$ 48,6k | +8,5k | 17,5% | Saudável |
Recorte das principais frentes por receita. A carteira completa tem 24 obras (16 ativas, 5 concluídas, 3 pendentes).
Barra à direita é lucro; à esquerda, prejuízo. A carteira tem boas obras acima de 15% — mas a média é puxada para baixo pela cauda negativa.
A obra Caio Mário Brant (já concluída) fechou em prejuízo: receita de R$ 190k contra custo de R$ 244k. Sozinha, ela consumiu quase metade de todo o saldo positivo da carteira.
Não há recuperação a fazer — o valor está no post-mortem: identificar onde o custo estourou e criar um gatilho de alerta de margem nas obras ativas, para que o prejuízo não se repita.
| Proposta | Valor | Status |
|---|---|---|
| #0014 | R$ 388,8k | Rascunho |
| #0003 | R$ 356,0k | Rascunho |
| #0012 | R$ 337,7k | Enviada |
| #0018 | R$ 244,4k | Rascunho |
| #0005 | R$ 235,9k | Rascunho |
70% do pipeline nunca chegou ao cliente — incluindo 4 das 5 maiores oportunidades. Enviar não custa nada e move mais de R$ 1M.
Antes de negociar fornecedor, é preciso saber onde o dinheiro sai. Das R$ 1,43M de custo, a maior fatia é overhead — não obra.
29% do custo é administrativo indireto — R$ 408k de overhead numa carteira de R$ 1,55M. É a categoria que mais corrói margem e a primeira a auditar antes de cortar obra ou preço.
31 lançamentos, ticket R$ 2,4k, ativo jun→ago. Principal parceiro de mão de obra — maior alavanca de negociação por volume.
R$ 64k numa única frente, ticket alto R$ 6,4k. Dependência de fornecedor único — pede cotação comparativa.
* Receita Federal = tributos (não negociável). Talvegue + Interpar + Conepar são compras de fixação (arruelas / parafusos), todas na obra Ed. Pablo Neruda, via Pix e sem nota fiscal.
Arruelas e parafusos (≈ 13 mil arruelas) comprados de 3 fornecedores diferentes, numa única obra, todos via Pix sem nota fiscal. Consolidar num fornecedor com NF dá desconto, rastreio fiscal e permite validar se o consumo bate com a obra.
R$ 75,5k pulverizados em 31 lançamentos e 8 obras. Um acordo de preço por m² / por obra troca a compra avulsa por tabela negociada e reduz o custo administrativo de processar.
R$ 64k concentrados num fornecedor e numa obra, ticket 2,6× o do Átila. Cotar 2–3 alternativas cria referência de preço e poder de barganha.
R$ 408k (29% do custo) é a maior fatia e não é obra. Revisar o que está lançado aí — rateios, despesas fixas, serviços recorrentes — costuma render mais que qualquer negociação de material.
Tudo acima depende de fechar a lacuna: 88% do custo (R$ 1,25M) ainda não tem fornecedor vinculado. Sem isso, negocia-se só sobre os 12% visíveis. Mapear é o passo zero da economia.
Hoje o orçamento das obras não é lançado — o estouro só aparece depois de consumado, como na Caio Mário. Lançar orçamento por obra é controle preventivo.
Vincular os 88% de custo hoje sem fornecedor fecha a malha financeira e revela padrões de gasto por frente.
Uma rotina de envio destrava R$ 1,67M parados em rascunho — o ganho comercial mais barato disponível.
A carteira é sólida na maioria das frentes; a rentabilidade agregada é comprimida por poucas obras problemáticas e por pipeline parado. Blindar a margem das obras ativas (com alerta antes do estouro), destravar as propostas em rascunho e ativar o controle de orçado × realizado têm, juntos, mais impacto do que qualquer volume novo. É um trabalho de gestão, não de captação.
Panorama baseado nos lançamentos atuais do sistema. Orçamentos não lançados e parte dos custos ainda sem fornecedor podem refinar os números à medida que a base for completada.
• Margem, receita e custo por obra vêm dos lançamentos reais do sistema.
• As views de margem, fluxo de caixa e orçado × realizado já existem — a estrutura está pronta, só falta alimentar.
• Quando preenchidas, as descrições trazem preço unitário negociado — base para inteligência de preço.
• O CRM já tem uma camada de IA.
• É um panorama superficial e preliminar: lê só o que está lançado, sem conferência de campo nem due diligence.
• Contagens de volume foram desconsideradas — a base ainda está incompleta.
• Serve para apontar onde investigar, não como verdade contábil fechada.
| Furo hoje | Impacto | Regra a adotar |
|---|---|---|
| 88% do custo sem fornecedor | Cega negociação e rastreio | Fornecedor obrigatório em todo lançamento |
| Orçamento não lançado (R$ 0) | Sem alerta de estouro | Orçar cada obra no início → ativa orçado × realizado |
| Compras via Pix sem NF | Sem rastreio fiscal | Exigir nota fiscal; barrar compra sem documento |
| Insumo em texto livre | Impede comparar preço | Catálogo estruturado (item · unidade · preço) |
| Proposta sem data de fecho (1 de 21) | Funil sem previsibilidade | SLA de envio + data de fechamento obrigatória |
| Cadastro duplicado (obras / clientes) | Distorce a análise | Padrão de nomenclatura + deduplicação |
| "Custo administrativo" genérico (29%) | Esconde o gasto real | Subcategorizar o overhead por natureza |
Cada regra transforma um dado que hoje falta em um controle que previne perda. Com a base completa e atualizada, esta mesma análise deixa de ser superficial e passa a orientar decisão com segurança — gerando resultado real para a empresa.